A guerra, inevitável.
Cordilheira de Loyas, um recanto da Floresta dos Mortos.
O crepúsculo descia, suave e sombrio. O céu, assemelhava-se a uma criança de lágrimas transbordantes, baixo e pesado. Exalava uma opressão densa, impregnada de uma angústia sufocante.
— Duanmu Xiaotian, aconselho-o a entregar o artefato demoníaco de bom grado. Poupar-se-ia de sofrimentos desnecessários — disse o homem de longas vestes cinzentas. Seus cabelos, lustrosos e compridos, estavam presos no alto. Sobrancelhas afiadas, olhos de águia; a voz, áspera e grave, ecoava naquela floresta silente, estridente e abrupta.
No seio da floresta densa, um grupo numeroso de figuras se comprimiam. Todos trajavam mantos negros, cada qual com o poder de um mago celeste. Observavam friamente o homem à sua frente. Aproximadamente trinta anos aparentava ele, portando uma túnica branca de requintada elegância. Pedras mágicas minúsculas adornavam as bordas do traje, irradiando filamentos de energia pura ao seu redor.
O homem era de beleza singular; seus olhos púrpura cintilavam sob o crepúsculo com um brilho sedutor. Traços marcantes, expressão austera, segurava com firmeza a filha, que se agarrava à sua coxa. A pequena usava um vestido rosa, bordado com rendas e desenhos de ervas celestes, de uma beleza incomparável.
O mago celeste distingue-se pelo poder mágico esverdeado e o círculo mágico de quatro pontas. Há doze níveis entre eles, cada qual com uma nuance distinta do verde — quanto mais profundo o tom, mais alto o grau.
Que tantos magos celestes cercassem um homem e sua filha, evidenciava o valor daquele indivíduo.
— Gongyang Yi, sabes melhor que ninguém se detenho ou não o artefato. Para matar e silenciar, é preciso um pretexto, não é verdade? — Duanmu Xiaotian fitou o líder com frieza, sua voz cortante como um rio congelado, gélida e capaz de fazer tremer a alma.
— Heh. Sei bem se tens ou não o artefato. Duanmu Xiaotian, já que rejeitas o vinho da paz, provarás o da punição. Não me culpes, então, por não mostrar piedade! — o olhar sanguinário do homem fervia em escárnio. Duanmu Xiaotian... — Os lábios se curvaram num sorriso mordaz.
— Avançai! Nem que morra, que entregue o artefato! — bradou o homem, a boca retorcida em crueldade. Duanmu Xiaotian, culpe apenas teu saber excessivo. Hmph, o único guardião eterno de segredos, entre céu e terra, é o... morto!
A batalha era inevitável.
— Yuè’er, fique aqui e não corra, ouviu? Esta barreira a protegerá como o papai. Voltarei num instante — a voz, terna como notas que dançam na água, soava um cântico que fazia o coração estremecer.
Que importava enfrentar inimigos tão poderosos? Se pudesse proteger sua filha amada, daria até a própria vida. Com carinho, Duanmu Xiaotian acariciou o delicado rosto da menina, e nos olhos violeta dela havia total confiança nele.
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