Capítulo 5: A Calamidade Se Aproxima

Konglomerat Kaya Raya yang Menyeberangi Dunia dalam Seni Kultivasi Iang Yang 2295kata 2026-03-13 14:40:40

Embora Zhou Ze estivesse ali há pouco mais de uma semana, já conhecia, ainda que superficialmente, os bastidores da casa noturna Lua Vermelha. Este clube pertencia ao Grupo de Entretenimento Tiandu de Shangjing, cujo proprietário, Li Shaofeng, era conhecido como um dos “Quatro Jovens de Shangjing”. Diziam que mantinha laços de afinidade com a família Yu, sexto clã cultivador mais influente de Kunlun...

Os frequentadores habituais da Lua Vermelha eram, em sua maioria, altos executivos de grandes corporações e grupos empresariais, jovens herdeiros de famílias abastadas — todos cautelosos em seus gastos e comportamentos, sem jamais ousar exceder-se. Mesmo Ma Qiang, simples segurança encarregado da portaria, costumava receber gorjetas generosas desses clientes ilustres...

Foi a primeira vez que Zhou Ze presenciou uma cena em que alguém como Ma Qiang apanhava sem razão aparente — e mais surpreendente ainda foi vê-lo ajoelhar-se em súplica depois de ser agredido. Isso revelava, sem sombra de dúvida, o peso do nome daqueles visitantes.

Zhou Ze permaneceu em silêncio, observando tudo de canto, com olhar gélido e atento. Em sua mente, porém, repassava os rostos dos que haviam acabado de entrar. Um deles, tinha certeza, não lhe era estranho.

— Está olhando o quê? Cuidado para eu não arrancar teus olhos fora! — rosnou o brutamontes que batera em Ma Qiang, voltando-se para Zhou Ze após certificar-se de que seus patrões haviam adentrado. Lançou-lhe um olhar de desprezo, o lábio repuxando em escárnio.

Ma Qiang, ouvindo aquilo, empalideceu de terror. Puxou discretamente a barra da calça de Zhou Ze e murmurou, aflito: — Abaixa a cabeça... depressa!

Zhou Ze voltou a si justo quando seus olhos cruzaram com os do brutamontes. Não lhe obedeceu; antes, ergueu o queixo, deixando transparecer no olhar um indisfarçável desdém... Pensou consigo mesmo: “Não passa de um cão raivoso. Que arrogância tem?”

Ao notar o desafio no olhar de Zhou Ze, o brutamontes virou os olhos, já erguendo a mão, pronto para desferir mais um golpe. Contudo, foi interrompido por uma voz:

— A Biao, o que está fazendo? Lembre-se do que viemos tratar! — disse um dos jovens senhores, trajando um elegante sobretudo branco de lã. Seus olhos eram frios e cortantes, mas o que mais chamava a atenção era a trança fina, feita em “rabo de rato”, que pendia nua da nuca.

Ao ouvir a advertência, o brutamontes chamado A Biao lançou um último olhar fulminante para Zhou Ze e apressou-se em retornar para junto do patrão.

Foi apenas um instante, mas aqueles olhos sombrios e aquela trança peculiar provocaram em Zhou Ze um sobressalto. Finalmente, recordou-se de onde conhecia aquele homem.

— Jovem Fang, Jovem Yu, que honra tê-los aqui! Perdoem-me por não tê-los recebido à porta! — O gerente-geral da boate, Li Jiu, já se apressava para recebê-los, dobrando a cintura em noventa graus e cobrindo-os de sorrisos servis.

— Poupe-me dessas formalidades, Li Jiu! — respondeu, em tom de galhofa, o chamado Jovem Yu. — Prepare uma suíte VIP para nós... e trate de encontrar alguém para mim!

— A Suíte VIP Diamante número 1 está pronta, como sempre para senhores — respondeu Li Jiu, sorridente. — A quem o senhor deseja encontrar?

Com expressão sombria, o Jovem Fang, aquele da trança, indagou: — Aqui... há uma chamada Jiang Qiaozhi? Quero vê-la.

— Zhizhi? Ah, ela é nossa estrela principal... Hehe! Vou providenciar imediatamente! Por favor, subam ao andar superior!

Observando os dois jovens senhores subindo, guiados por Li Jiu, uma nuvem escura abateu-se sobre o coração de Zhou Ze.

O Jovem Yu, aquele da trança, era justamente o dono do carro esportivo e das roupas que Zhou Ze furtara na fatídica noite! Na ocasião, mesmo com Jiang Qiaozhi ao volante, havia uma distância de quatro ou cinco metros entre eles, não chegando a distinguir-lhe o rosto. Mas aquela trança e aqueles olhos funestos ficaram-lhe gravados na memória.

Ainda naquela noite, Jiang Qiaozhi, valendo-se de contatos, vendera o carro roubado. Pelo costume, receberia o pagamento apenas hoje... E eis que, justamente nesta noite, a vítima do roubo aparecia na Lua Vermelha e, de imediato, exigia a presença de Jiang Qiaozhi. O que isso significava?

Zhou Ze nem precisava pensar muito para perceber que aquilo estava longe de ser coincidência.

O problema residia no tal carro, cuja venda não fora suficientemente discreta. O alvo agora estava sobre Jiang Qiaozhi...

— Tu és mesmo audacioso, hein! — resmungou Ma Qiang, ainda nervoso ao recordar o confronto de Zhou Ze com o brutamontes.

De súbito, Zhou Ze agarrou Ma Qiang pelo colarinho, erguendo seu corpo mirrado do chão:

— Quem são esses homens? Fala, ou eu te mato aqui mesmo! — ameaçou, com olhar feroz.

— Calma, calma! — gaguejou Ma Qiang, apavorado. — Eles são Yu Weijun, o primogênito da família Yu, e Fang Haohui, o terceiro herdeiro da família Fang de Longcheng. São primos... — E, vendo a expressão de Zhou Ze, acrescentou, — Não faça nenhuma loucura! Yu e Fang são famílias de cultivadores; nem nosso patrão ousa enfrentá-los...

O relato de Ma Qiang deixou Zhou Ze ciente do abismo diante de si. Provocar um clã cultivador era sentença de morte, para gente comum como eles.

O que fazer?

Zhou Ze sabia bem que, com suas habilidades medíocres de boxeador autodidata — ainda que suficientes para lidar com gente como Ma Qiang —, não passava de um inseto diante dos verdadeiros cultivadores do Santuário Sagrado de Kunlun, talvez uma formiga mais robusta, nada além disso.

E, diante de um cultivador, até a mais forte das formigas é esmagada com um único passo...

A única escolha sensata seria fugir imediatamente, levando Ling Yun consigo. Jiang Qiaozhi, sem saber da identidade deles, ainda teria uma chance de escapar... Mas seria certo agir com tamanho egoísmo?

Zhou Ze não se julgava um herói destemido, mas tampouco estava disposto a ser um covarde que assiste, impassível, à desgraça alheia.

Enquanto permanecia hesitante à porta, travando um duelo interno, Jiang Qiaozhi era conduzida por Li Jiu à Suíte VIP Diamante número 1.

— Jovem Yu, Jovem Fang, trouxe Zhizhi como pediram! — disse Li Jiu, servil, — E trouxe também as dez melhores artistas da casa, cada uma com talentos únicos...

Antes que pudesse concluir, Fang Haohui, sombrio e impaciente, cortou-o com um gesto:

— Leve todas embora. Jiang Qiaozhi fica. Hoje tenho assuntos sérios a tratar!

Ao perceber o desagrado de Fang Haohui, Li Jiu sentiu um calafrio. Lançou um olhar apreensivo para Jiang Qiaozhi, pensando: “Que problema arrumaste desta vez? Na última, só o patrão conseguiu te tirar do sufoco...”

— Haohui, por que tanta pressa? Isso pode esperar. Deixe as belezas ficarem, vamos nos divertir primeiro! A noite ainda é uma criança... — interveio Yu Weijun, chamando Li Jiu de volta.

— E ela? — indagou Fang Haohui, apontando para Jiang Qiaozhi.

— Tranque-a no quarto ao lado. Depois a levamos para casa e conversamos com calma — riu Yu Weijun, puxando duas belas mulheres para junto de si.