4. Sob a Árvore de Ágar (Peço Recomendações e Favoritos)

Desa Nelayan Emas Selongsong Peluru Logam Penuh 2634kata 2026-03-12 14:38:23

O general, excitado, girava ao redor dele; Aó Mùyáng estendeu a mão e acariciou-lhe a cabeça, gesto que o cão apreciou, fechando os olhos e erguendo o focinho, submisso ao toque de seu dono. Quando era filhote, Aó Mùyáng costumava fazer o mesmo, por vezes enquanto resolvia tarefas escolares, distraidamente coçando-lhe o dorso.

Acariciando o velho cão amarelo, ele lançou o olhar sobre o antigo solar. De fora, a casa parecia em ruínas, mas por dentro, não era de todo má; apenas o pátio estava tomado por ervas daninhas, mas não havia lixo algum, nem mesmo excrementos de cão.

No centro do pátio erguia-se uma árvore verdejante, quase três metros de altura, de folhagem abundante e viçosa; algumas folhas tinham o tamanho da palma de uma mão. Ao sabor da brisa marítima, os galhos e folhas sussurravam suavemente e um perfume se espalhava pelo ar.

Era uma árvore de agarwood, espécie protegida de segundo grau nacional. Coincidência ou não, aquela árvore fora plantada no ano em que os pais de Aó Mùyáng sofreram o infortúnio, e, desde então, cresceu negligenciada, tal como o general.

“Não está ruim”, Aó Mùyáng assentiu, satisfeito; imaginara ao regressar que encontraria o cenário de lebres invadindo o lar, faisões voando sobre as vigas, cereais selvagens brotando no pátio e cardos nascendo junto ao poço.

A árvore de agarwood não apenas perfumava o pátio, mas lhe conferia vitalidade e frescor. Ele se aproximou e deu leves palmadas no tronco, seguido de perto pelo general, fiel e atento.

Entrou na casa e inspecionou o interior: o chão e os móveis estavam tomados de poeira, a umidade era intensa, musgo crescia na parede norte e a maioria dos móveis se encontrava podre e inutilizável.

No entanto, não havia pássaros silvestres nem ratos, evidência de que o general guardava a casa com zelo.

Vendo o general balançar alegremente o rabo, Aó Mùyáng não conteve o sorriso; esfregou vigorosamente o pelo atrás do pescoço do cão e disse: “Bom rapaz, belo trabalho! Venha, vou lhe dar um banho.”

No pátio havia um poço; sendo um vilarejo à beira-mar, água não faltava. Havia baldes na casa. Aó Mùyáng apanhou uma corda, testou a resistência, prendeu o balde e o lançou no poço, trazendo água fresca à tona.

O general não estava particularmente sujo; vivendo junto ao mar, provavelmente banhava-se com frequência.

Aó Mùyáng derramou água sobre ele, enquanto o cão sentava-se obediente, o rabo grosso agitando-se incessantemente, como uma vassoura.

A cena lhe encheu de alegria; o general era realmente um cão leal e dócil, mas, por não ter quem o cuidasse, cresceu à revelia, ora faminto, ora saciado, e isso afetou significativamente sua saúde.

Na memória de Aó Mùyáng, cães de pelo dourado, saudáveis, viviam catorze ou quinze anos; aos cinco ou seis, deveriam estar no auge da força. Contudo, o general já mostrava sinais de envelhecimento.

Essa constatação o entristeceu e, instintivamente, pensou em como poderia restaurar a saúde do general, tornando-o vigoroso e robusto.

Pensou em cozinhar pratos medicinais, sua especialidade. Porém, no instante em que essa ideia lhe ocorreu, sentiu algo fluir do pequeno globo dourado em seu peito, acompanhando a água do poço e se espalhando sobre o corpo do general.

A sensação peculiar o estremeceu; de olhos fechados, viu novamente o pequeno globo dourado, e notou que ele estava diferente do que era quando estava no mar.

Agora, um fio de água brotava do pequeno globo, girando em sentido anti-horário, partindo do topo, dando uma volta e transformando-se em vapor, que emergia pela extremidade superior, finalmente misturando-se à água que tocava sua mão e o cão…

“Caramba!” O fenômeno estranho fez Aó Mùyáng exclamar um palavrão; não compreendia o que se passava!

Ao menos, como estudante das ciências, sabia experimentar.

Após diversos testes, percebeu que, sempre que desejava fortalecer o general ou usar a energia do globo, este liberava um fluxo de água em sentido inverso.

À medida que isso se repetia, o pequeno globo diminuía de tamanho.

Aó Mùyáng coçou o queixo, ponderando; aquilo lhe lembrava o núcleo de energia dos monstros das novelas televisivas, capaz de absorver energia do mar e de liberá-la também.

Fez essa dedução e, ao olhar para o general, instintivamente esboçou um sorriso.

O cão começou a mudar; seu pelo amarelo, antes opaco e ressequido, agora reluzia sob o sol, como se banhado em ouro.

Além disso, os olhos do general tornaram-se vivos e brilhantes, negros e luminosos, nada como antes, quando pareciam turvos e doentes.

Nesse momento, alguém empurrou a porta; antes que Aó Mùyáng reagisse, o general disparou como uma flecha, as patas impulsionando-o, e, com um latido trovejante, avançou: “Au, au!”

Era Aó Fùguì quem entrava; a reação do general quase o fez saltar de susto: “Caramba, general, sou eu! Deixa de besteira, somos da mesma casa!”

O general logo o reconheceu; afinal, Aó Fùguì era vizinho de Aó Mùyáng, razão pela qual tinham laços tão estreitos.

Depois de latir duas vezes, o general voltou a correr para junto de Aó Mùyáng, esfregando-se nele, como temendo voltar a se separar.

Aó Fùguì coçou a cabeça: “Caramba, Yangzi, o que houve com seu cão? Hoje cedo parecia um velho doente, e agora está cheio de energia!”

Aó Mùyáng perguntou: “É mesmo?”

Aó Fùguì confirmou com vigor: “É sim. O general, eu o vi crescer, preciso investigar isso. Ah, você não almoçou, né? Trouxe comida e bebida, vamos juntos.”

Aó Mùyáng recebeu os pacotes das mãos do amigo; em dois deles havia carne branca de molusco, em outro pequenos peixes limpos, além de legumes e condimentos variados.

Ele sorriu, resignado: “Por que trouxe tudo cru? Não tenho fogão.”

Aó Fùguì respondeu: “Não faz mal, diga o que falta, tenho de tudo em casa. Espere, vou providenciar para você.”

Aó Mùyáng fez uma limpeza rápida na cozinha; não havia muito lixo, apenas poeira. Logo, Aó Fùguì chegou com panelas, pratos, até um botijão de gás.

“Esse botijão é seu, trouxe para casa para não estragar, e acabei de recarregar, pode usar à vontade”, disse Aó Fùguì, sorrindo.

Testou o fogo; Aó Mùyáng viu que havia alho-poró, então ferveu água para cozinhar o molusco, cortou cebolinha, gengibre, alho, pimenta e o alho-poró.

Quando a água borbulhou, lavou a carne do molusco em água fria, separou alguns pedaços grandes para o general, e com o restante, refogou em óleo quente com cebolinha, gengibre, alho e pimenta, acrescentando alho-poró para realçar o sabor, e enfim, voltou o molusco à panela, cozinhando em fogo alto.

A carne branca do molusco, a pimenta vermelha e o alho-poró verde, três cores brilhando sob o óleo.

Os peixes eram pequenos; ele os temperou e fritou, adicionando pimenta, cebolinha, gengibre, alho, e por fim, uma porção de vegetais secos trazidos por Aó Fùguì, liberando um aroma irresistível.

Aó Fùguì voltou com cerveja, amendoim e feijão verde; Aó Mùyáng enxugou as mãos: “Ora, você tem tudo mesmo.”

O jovem robusto riu: “O que falta nos restaurantes de pescadores do vilarejo?”

Aó Mùyáng disse: “Só que os peixes são pequenos e a carne do molusco está um pouco dura.”

Aó Fùguì serviu-lhe um copo de cerveja: “Ora, Yangzi, acha que ainda estamos há cinco ou seis anos? Peixes e moluscos quase sumiram, só consegui esses selvagens porque trouxe clientes, o pescador me deu de presente. Que importa, temos o que comer.”

Cerveja dourada encheu os copos, o calor fez gotículas se formarem nas paredes.

Sentaram-se sob a sombra da árvore de agarwood, com uma mesa pequena e dois bancos; cerveja e pratos simples, mas a alegria era completa.

Aó Fùguì levou à boca um pedaço de molusco, erguendo o polegar: “Rapaz, que talento! Macio, realmente macio e saboroso!”

Aó Mùyáng respondeu: “Nada demais, coma mais e xingue menos; por que tanto palavrão?”

Aó Fùguì riu: “Gente rude e sem estudo, é assim mesmo.”

“Deixe de bobagem, venha, Fùguì, brindemos!” Aó Mùyáng ergueu o copo.

“Clang!” O som cristalino dos copos ressoou, a cerveja dourada ondulando como ondas; sobre ela flutuava a amizade de dois jovens, separados por anos, mas sem perder a intimidade.