Capítulo Sete: Irmão Zhang, você é um grande homem!

Setelah Gagal Menembus Tribulasi Liu Chengfeng 2894kata 2026-03-15 14:48:52

— An… An Hongdou?

Por um instante, Zhang Yu ficou completamente atordoado. Ele já havia notado a figura ao lado de Feng Yang, mas não pensou muito a respeito, supondo ser uma nova funcionária. Agora, diante da mão alva que se estendia em sua direção, ele simplesmente perdeu o rumo.

— Você… você é a An Hongdou?

An Hongdou não respondeu; limitou-se a sorrir e assentir, deixando Zhang Yu como se tivesse sido atingido por um raio.

— Você… você não está gravando “Verdadeira e Falsa Filha Rica”?

— Estou, sim! — An Hongdou piscou os olhos, como se não houvesse nada de estranho.

— O grupo de filmagem não foi para Jinxi? Como é que você…?

— Mudaram o roteiro! — respondeu ela, abrindo as mãos num gesto de quem pouco se importa.

Porra!

Quase cuspiu sangue. Mudaram o roteiro? Como assim? Como atriz, onde fica o seu profissionalismo? Mudam o roteiro assim, sem mais nem menos, e você aceita numa boa? Que absurdo!

Essas palavras lhe subiram à garganta, mas Zhang Yu não conseguiu pronunciá-las. O fato de An Hongdou estar ali, saindo do estúdio de gravação, lhe dava um pressentimento nada bom.

Então, ao fitar o sorriso de Feng Yang, a sensação de inquietude só cresceu. Num relance, Zhang Yu percebeu: desta vez, talvez fosse ele mesmo quem teria de comer o pão que o diabo amassou. Como se para confirmar sua suspeita, uma voz soou perto de seu ouvido:

— Zhang, pelo visto é você quem vai comer merda, hein!

O rosto de Zhang Yu mudou de cor. Comer merda? Que brincadeira é essa? Ele viera à TV Jiangbei em busca de um cargo de apresentador. Se fizesse uma coisa dessas, como poderia aparecer diante das câmeras no futuro? E, se aparecesse, será que todos não se recordariam desse episódio nojento?

— É verdade! — Ning Jing bateu na testa, o rosto tomado de surpresa e alegria. — Cresci e nunca vi alguém comer cocô. Zhang Yu, você se importaria se eu gravasse um vídeo?

Os dois se alternavam nas provocações. Zhang Yu estava lívido. O que fazer? Comer aquilo era algo impensável, mas ele já tinha se comprometido. Um homem de palavra, como dizem, cuspe dado é prego batido. Contudo, de repente, Zhang Yu sorriu.

— Haha! Quem disse que eu vou comer?

— Ora, Zhang Yu, você mesmo falou: se Feng Yang entrevistasse a irmã Hongdou, você comeria merda! — exclamou Ning Jing.

— Eu disse? Quando eu disse isso? Vocês têm provas? — Zhang Yu abriu as mãos, desafiador.

— Vai dar para trás? — Feng Yang semicerrava os olhos.

— Acertou, estou mesmo dando para trás! — respondeu Zhang Yu, sorrindo largamente. Ele havia percebido: aquilo não passava de uma bravata. Agora, se não admitisse, o que poderiam fazer?

Você diz que eu disse, mas tem provas? Tem assinatura? Tem foto? Nem que eu admitisse, o que vocês fariam?

— Zhang Yu, não imaginei que você fosse assim. Ainda se diz homem? — Ning Jing explodiu, gritando sem se conter.

— Hahaha, não vou comer, e vocês não podem fazer nada! Não tiraram foto, não filmaram, cuidado para não serem processados por calúnia! — Zhang Yu ria, visivelmente satisfeito consigo mesmo. “Eu não como, e daí?”

— Que vergonha! — Ning Jing arfava de raiva, os punhos cerrados. Vendo a expressão triunfante do outro, sentiu vontade de estrangulá-lo ali mesmo.

— Hehe, se acham capazes, me obriguem a comer! — Zhang Yu ergueu o queixo, exibindo-se. — Agora é um Estado de Direito; se tentarem me forçar, eu chamo a polícia!

— E agora? — Virando-se, Zhang Yu caminhou como um galo vitorioso. Mas, no instante em que deu um passo, Feng Yang foi mais rápido e lhe deu um empurrão!

Com o empurrão, Zhang Yu tropeçou e pisou numa casca de banana no chão. Perdendo o equilíbrio, caiu para a frente, sem tempo de reagir, apenas soltando um grito:

— Aaah!

O problema foi que, ao abrir a boca para gritar, acabou abocanhando algo escuro e suspeito no chão.

— Pfu, pfu, que fedor! Que nojo! — Com a mão direita apoiada no chão, Zhang Yu se levantou com dificuldade, cuspindo desesperadamente o que tinha na boca. Ao olhar adiante, viu um cãozinho da raça poodle observando-o, surpreso. Subitamente, compreendeu o que acabara de acontecer e ficou lívido.

— Ora, Zhang, você diz que não queria comer, mas seu corpo foi bem honesto, hein? E então, qual é o gosto?

Uma voz lenta e zombeteira soou, tornando seu rosto ainda mais sombrio.

— Cumpriu sua promessa, não importa o quão difícil tenha sido. Você é um homem de palavra! — Feng Yang ergueu o polegar.

— Seu desgraçado, você me empurrou! — Zhang Yu se levantou bruscamente, furioso. Fora enganado! Mesmo que tecnicamente não tivesse comido, para todos os efeitos era como se tivesse. E tudo por culpa daquele jovem: se não fosse pelo empurrão, não teria caído.

— Isso é agressão, vou chamar a polícia! — Zhang Yu sacou o celular, gritando de raiva.

Mas Feng Yang apenas deu de ombros, imitando a expressão anterior de Zhang Yu:

— Quem viu? Tem foto? Tem vídeo? Não tem nada, hein! Cuidado para não ser processado por calúnia!

— Você… — Zhang Yu estava furioso. O maldito garoto estava agora usando seus próprios argumentos contra ele! Sentia-se como alguém que atira a pedra no próprio pé.

— Se fosse você, ia enxaguar a boca agora mesmo — disse Feng Yang, lentamente. A raiva de Zhang Yu quase transbordava pelos olhos, enquanto o gosto nauseante ainda persistia na língua. Num ímpeto, correu ao banheiro.

— Feng Yang, eu vou te matar! Vou te matar! — Alguns minutos depois, no banheiro, Zhang Yu urrava de raiva, o celular apertado na mão. Na tela, uma foto ampliada o mostrava caído no chão, com a boca cheia de fezes de cachorro. Feng Yang havia postado a imagem no grupo de trabalho da empresa! Agora, o grupo estava em polvorosa, mensagens pipocando sem parar: toda a empresa sabia que Zhang Yu comera merda!

— Garoto, você é mesmo um danado! — An Hongdou sorriu de leve. O jovem parecia certinho, mas era astuto e traiçoeiro.

— Ora, irmã Hongdou, não diga isso. Só estou provando que ele cumpriu a aposta, mostrando a todos que é um homem de palavra. Um exemplo a ser seguido!

— Olha, olha, até o chefe já curtiu! — exclamou Ning Jing, com os olhos arregalados, sem palavras. Haviam passado a perna em Zhang Yu e ainda encontraram um motivo nobre, como se ele devesse agradecer-lhes.

An Hongdou sorriu, abriu a porta do carro e sentou-se ao volante. Baixou o vidro:

— Não se esqueça, ainda me deve um jantar!

— Não vou esquecer, não! Da próxima vez que vier a Jiangbei, prometo compensar! — respondeu Feng Yang, sorridente. O vidro subiu e o carro partiu.

— Irmã Hongdou é mesmo simpática, bem diferente do que imaginava — comentou Ning Jing, baixinho, vendo o BMW afastar-se. Estrelas desse nível costumam ser inalcançáveis, não tão acessíveis.

— Sim, ela é ótima — concordou Feng Yang.

O que ambos não sabiam era que, assim que o carro arrancou, a beldade discou rapidamente um número.

— Alô, tio Liu, como vai a investigação daquela pessoa? Isso, Feng Yang, da TV Jiangbei.

— Filho ilegítimo de Feng Tianwen? — Após desligar, um sorriso encantador delineou-se nos lábios de An Hongdou.

— Derrubar um homem adulto com um só golpe… Garoto, esse bastardo não é simples!

Se não tivesse outros compromissos, talvez permanecesse ali. Aquele tal Feng Yang parecia esconder muitos segredos.

Embora tivessem se encontrado poucas vezes, An Hongdou confiava em seu instinto feminino: não estava enganada.

— Garoto, da próxima vez que nos encontrarmos, a irmãzinha aqui vai virar um demônio!

Com o canto dos lábios curvado para cima, o rosto delicado de An Hongdou exalava um charme embriagador.