Capítulo 6: Deliberando sobre o Casamento

Cinta yang Tertunda dalam Kehangatan Lu Fangzhi 2518kata 2026-03-14 14:33:29

Quando a voz de Qin Yu se extinguiu, o silêncio dentro do carro era tal que só se ouvia o sussurrar do ar-condicionado.

Ela não respondeu, o que, aos olhos do homem, parecia uma tácita concordância.

Recolhendo o olhar, os longos dedos de Qin Yu, pousados sobre o volante, cerraram-se silenciosamente. Seu pomo de Adão subiu e desceu duas vezes, e a voz que saiu era grave, rouca:
— Mal retornou ao país e já tem tanta pressa em tratar de casamento?

Havia uma leve acidez em seu tom. Lin Xi arqueou uma sobrancelha, presenteando-o com um sorriso lânguido:
— O terceiro irmão anda muito ocioso ultimamente?

Ela se recostou preguiçosamente no banco do carona, percebendo os lábios finos de Qin Yu se comprimindo numa linha tensa, e, por dentro, sentiu-se ainda mais satisfeita.

Anos atrás, não ousaria dirigir-lhe a palavra daquela maneira. Agora, porém, não tinha mais nada a temer.

— Eu e Lu Bei ainda não decidimos nada, não há motivo para pressa, terceiro irmão. Quando realmente chegar o dia de tratarmos de casamento, faremos questão de lhe entregar o convite pessoalmente.

As duas últimas palavras foram acentuadas com intenção.

A temperatura dentro do carro pareceu cair subitamente.

— Hmph. — Qin Yu soltou uma risada fria e, ao fitá-la de lado, o sorriso não chegou aos olhos. — Para isso, ele precisa ter competência.

Lin Xi franziu o cenho, a expressão tomada de desagrado. Detestava aquela postura de Qin Yu, como se tudo estivesse sob seu domínio.

— Já que terceiro irmão esclareceu suas dúvidas, se não houver mais nada, por gentileza, pare o carro adiante, à direita. Tenho um compromisso.

Lin Xi, na verdade, não tinha compromisso algum. Só não queria permanecer no mesmo espaço que ele, e mentiu por pura conveniência.

— Com quem? Lu Bei?

— Ora, com quem mais seria? Por acaso com você? — retrucou, hostil.

— Também pode ser. No momento estou desocupado. E, afinal, você faltou ao nosso último encontro; seria justo compensar.

— ... —

Lin Xi lançou-lhe um olhar surpreso, perscrutando-o de alto a baixo.
Será que ele tinha algum problema de audição? Por acaso aquilo fora um convite?

Parecia determinado a jantar com ela aquela noite, como se não fosse descansar enquanto não atingisse seu objetivo.

Lin Xi não podia se indispor abertamente com ele, e resolveu deixá-lo vencer aquela batalha.

Imaginava que ele a levaria até a casa de Ruan Dong, mas, ao descer do carro, percebeu que estavam diante de um restaurante de hot pot.

— Não quer comer aqui? — Notando que ela permanecia imóvel, Qin Yu não demonstrou pressa, apenas aguardou calado ao seu lado. — Ouvi dizer que esta casa é muito recomendada. Se não gostar, podemos ir a outra.

— Por mim tudo bem, mas... — Lin Xi lançou-lhe um olhar eloquente.

Ele ergueu o queixo, indicando que ela entrasse.

Enquanto aguardavam os pratos, Lin Xi apoiava o queixo na mão, olhando distraidamente para o caldo vermelho-vivo que fervia na panela. Do outro lado, Qin Yu ainda falava ao telefone.

Ela não queria escutar, mas, como o ambiente estava silencioso, acabou ouvindo-o mencionar a família Song.

Devia estar discutindo assuntos matrimoniais, pensou, sem conseguir evitar.

Curioso, tantos anos haviam se passado e Qin Yu ainda não se casara com aquela moça da família Song.

Não estavam para noivar há tempos?

— Não tive tempo de lhe perguntar: como foram esses anos no exterior?

Qin Yu já havia encerrado a ligação.

Ao ouvir sua voz, Lin Xi nem se deu ao trabalho de erguer as pálpebras, respondendo displicente:
— Comi e dormi bem, estudei com êxito, vivi feliz.

— Adaptação admirável — comentou Qin Yu.

— Graças ao terceiro irmão.

— ... —

Sua intenção de evitar uma conversa cordial era clara. O sarcasmo, invariavelmente, era o caminho mais certeiro.

Apesar do nome, o restaurante não era um simples hot pot, mas o tradicional “copper pot” de Pequim.

Ao experimentar a primeira fatia de carne, Lin Xi franziu levemente o cenho. Qin Yu notou sua reação.

— Não está bom?

Ela apressou-se em negar:
— Não é que esteja ruim...

— Acho que é o meu paladar — explicou-se. — Quando eu estudava, havia um restaurante igual em frente à universidade, muito autêntico. Acabei indo lá com frequência esses anos todos.

Durante o tempo no exterior, sentiu muita falta dos sabores de Pequim, mas nunca encontrou nada realmente fiel. Especialmente a qualidade da carne; a diferença entre o que encontrava fora e dentro do país era abissal. Por sorte, pouco depois de ingressar na universidade, abriu-se ali perto uma casa de “copper pot” e iguarias pequinesas.

Na época, não tinha grandes expectativas, mas os pratos surpreenderam-na pela semelhança ao sabor de casa.

— Hmm, na próxima vez escolhemos outro lugar.

Lin Xi não respondeu; tampouco desejava que houvesse uma próxima vez.
Jantar a sós com Qin Yu era o mesmo que sentar-se no banco dos réus.

Após a refeição, já sabendo que seria difícil conseguir um táxi ali, Lin Xi, antes mesmo que Qin Yu dissesse qualquer coisa, entrou no carro com naturalidade.

— Peço ao terceiro irmão que me deixe no hotel em frente à empresa.

— Não vai voltar para casa?

— Só no fim de semana.

— Então pretende continuar hospedada no hotel?

Desta vez, Lin Xi estava de bom humor e respondeu com menos hostilidade:

— Já estou procurando apartamento. Assim que tiver tempo, vou visitar alguns.

— Entendo — disse Qin Yu, nada mais acrescentando, mas naquela mesma noite ligou para Cheng Si, que estava em outra cidade.

— Um momento, terceiro irmão, não entendi. — Cheng Si, após ouvir o relato, vacilou. — Se você tem um apartamento vago, basta deixar a Xi Bao morar lá. Pra que me envolver?

Na rua diante do hotel, o Ferrari preto ainda permanecia estacionado.

A janela do motorista baixou-se alguns centímetros, e a mão que segurava o cigarro repousava languidamente, os dedos longos e bem delineados movendo-se levemente sob a luz fria da lua, batendo a cinza que caía em flocos.

Dentro do carro, o homem vestia uma camisa preta com alguns botões desabotoados, o olhar perdido nos andares do hotel, sem revelar para qual andar olhava. Ao lado, o telefone, com o viva-voz ativado, mantinha a ligação.

— Você acha que, se eu sugerisse, ela aceitaria?

Sua voz era inexpressiva, como águas paradas, sem a menor ondulação.

Cheng Si silenciou.

Era verdade.
Conhecendo Lin Xi como conheciam, era provável que ela não só recusasse, como passasse a evitá-los ainda mais.

Como no episódio recente na empresa, Qin Yu foi obrigado a recorrer a meios indiretos.

— Está bem, eu falo com ela.

No dia seguinte, ao chegar ao refeitório da empresa, Lin Xi recebeu um telefonema de Cheng Si.

— O quarto irmão quer falar comigo? — indagou.

— Soube por sua mãe que você não voltou para casa esses dias?

— Sim, estou num hotel próximo ao trabalho, fica mais prático.

— Falha minha, devia ter perguntado antes — Cheng Si iniciou seu teatrinho. — Tenho um apartamento vago perto da empresa, vá morar lá.

— Não precisa, já estou procurando um lugar.

— Que nada, temos imóveis sobrando na família! O que não falta para mim é apartamento vazio!

— Além disso, você me ajudou tanto, não precisa de tanta cerimônia. Vai continuar me tratando como estranho?

— Você... não vai aceitar?

— Não estou morando lá no momento. Comprei para facilitar, mas ficou vazio até agora.

— Então está resolvido. Já pedi para uma equipe de limpeza ir até lá, pode se mudar hoje mesmo. Morando no meu apartamento, sua família ficará mais tranquila.

Lembrou-se de como, nos últimos dias, a tia insistia em comprar-lhe um apartamento adequado. Lin Xi, para não dar trabalho à família, aceitou a sugestão de Cheng Si, assim resolveria a questão.

— Eu mando alguém ajudá-la com a mudança esta noite.

— Não precisa, quarto irmão, tenho poucas coisas.

— Não aceito recusa, obedeça ao irmão!

— ... Está bem. Obrigada, quarto irmão.

Ao sair do trabalho, Lin Xi, conforme combinado, aguardava com a bagagem na porta do hotel.

Não viu ninguém que viesse ajudá-la com a mudança, mas encontrou outro visitante inesperado — Qin Yu.