Capítulo Um O Açougueiro Zheng sob a Ponte do Laureado

Sang Jagal Agung dari Dinasti Song Putra sulung keluarga Zhu 3806kata 2026-03-11 14:44:35

Capítulo Um: Sob a Ponte do Primeiro-Lugar, o Açougueiro Zheng

Zheng Zhi despertou somente após levar vários tiros. Abriu os olhos suavemente e observou ao redor.

Na penumbra, deparou-se com um quarto de dimensões modestas, em cujo interior havia duas cadeiras quadradas de madeira. Ao olhar para o lado, percebeu estar deitado sobre um leito de madeira cercado por grades por todos os lados; as grades estavam diante de seus olhos, finamente entalhadas com figuras de animais selvagens e aves em meio a flores.

“Mas... quem é essa mulher?” Zheng Zhi, surpreso, notou que ao seu lado repousava uma mulher, o que o deixou ainda mais intrigado.

Não estava ele em missão no Paquistão? Não travava um tiroteio contra dezenas de assassinos do Leste Turquestão? Não havia ele matado mais de vinte inimigos antes de ser alvejado e tombar?

Como, então, encontrava-se ali, e ao lado de uma mulher?

Completamente atordoado, Zheng Zhi lançou um olhar atento à jovem adormecida. Ela possuía longos cílios, tez alva, traços faciais regulares; mesmo sem maquiagem, era uma beldade inegável.

Apoiou-se com as mãos e sentou-se; seus movimentos eram ágeis e destros, sem o menor sinal de ferimentos.

“Meu senhor, acordastes?” A mulher ao lado, despertada pelo movimento de Zheng Zhi, murmurou sonolenta, em um sotaque levemente marcado pelo noroeste da China.

Zheng Zhi ficou perplexo com tal tratamento. "Meu senhor?"—quem seria aquela mulher, afinal?

“Que horas são?” Sem compreender a situação, Zheng Zhi, ao notar a penumbra, inquiriu.

Porém, ao proferir tais palavras, assustou-se ainda mais: seu próprio sotaque agora era igual ao daquela mulher, quando, em vida, era natural de Hubei. O que estava acontecendo?

“Do que falais, senhor? Que horas seriam?” A jovem, agora desperta, sentou-se ao lado dele.

Vendo-a sentar-se, Zheng Zhi notou que ela usava apenas uma espécie de colete infantil de verão, o que o deixou ainda mais embaraçado. Embora tivesse passado anos no exército e não fosse inexperiente com mulheres, jamais vira uma estranha de tal beleza tão desprovida de pudor.

“Ah... onde fica o interruptor da luz?” Zheng Zhi, buscando acalmar-se, perguntou, incomodado pela penumbra do aposento.

“Que luz, senhor? O que dizeis? Permiti que vos ajude a vestir.” Enquanto falava, a jovem cobriu-se com uma veste e, levantando-se, pegou algumas roupas ao lado do leito, ajudando o ainda aturdido Zheng Zhi a se vestir.

Zheng Zhi estava genuinamente confuso. Viu que a jovem envergava uma antiga saia de seda, e as vestes que lhe entregava também eram trajes antigos. Por ora, preferiu não protestar e deixou-se guiar por ela.

Tudo parecia um sonho. Silencioso, Zheng Zhi, à medida que a claridade aumentava pouco a pouco, observava o ambiente: até as janelas eram de caixilhos de madeira, sem vidro algum, cobertas apenas por uma fina camada de papel branco.

“Meu senhor, aquela vadia de sobrenome Jin não pode mais ser trazida para casa. Três mil guan! Onde já se viu uma concubina tão cara?” Enquanto o ajudava a vestir-se, a mulher resmungava.

Zheng Zhi não fazia ideia de quem era essa tal vadia de sobrenome Jin; sua mente ainda retornava aos momentos após ser alvejado, à matança, à queda exausto.

“Senhor, já está pronto. Ide logo, Li Er já deve estar à porta aguardando.” Terminando de vestir Zheng Zhi, a moça começou a se arrumar.

Zheng Zhi desceu do leito, calçou distraidamente um par de sapatos grandes e, ao levantar-se, abriu a porta do quarto.

O dia apenas clareava. Ao abrir a porta, Zheng Zhi deparou-se com um pátio amplo, ladeado por edifícios de dois andares, com alicerces de tijolos azulados, sobre os quais se erguia uma estrutura toda de madeira, ornamentada com padrões florais.

Seguindo o baixo muro do pátio com o olhar, percebeu que, ao longe, só havia construções de arquitetura antiga.

Zheng Zhi atravessou o pátio, perplexo, e abriu o portão, cujo ferrolho era todo em madeira, decidido a sair e investigar o que se passava.

Mal abrira o portão, deparou-se com um jovem de dezessete ou dezoito anos, vestido humildemente com roupas de linho.

Vendo o portão abrir, o rapaz adiantou-se, inclinando-se respeitosamente: “Senhor, acordastes?”

Zheng Zhi, diante de tanta deferência, não respondeu de imediato; olhou ao redor e viu que a rua já fervilhava de transeuntes, homens e mulheres. Os homens trajavam roupas simples, de linho ou seda, de corte modesto; alguns prendiam o cabelo de forma singela, outros usavam gorros ou chapéus de feltro, e havia ainda quem improvisava um turbante. As mulheres, por sua vez, mostravam-se mais sofisticadas, com penteados elaborados, vestes requintadas, até mesmo as mais humildes de linho eram azul e vermelho, adornadas com bordados e amplas mangas exageradas.

“Será que... atravessei o tempo?” Não pôde evitar a especulação. Após anos no exército, nos poucos momentos de lazer, entretinha-se lendo romances, especialmente histórias de viagem temporal, fantasia, artes marciais. Sempre invejara os protagonistas capazes de feitos extraordinários após atravessarem épocas.

“Sim.” Demorou um instante, mas respondeu ao jovem.

“Senhor, Niu Da e os outros já abateram os porcos, o balcão está montado, falta apenas vossa chegada. Hoje, desejais passar na Taverna da Família Pan para cobrar o dinheiro do velho Jin?” O rapaz perguntou.

“Que velho Jin? Que porcos abatidos?” Zheng Zhi questionou, decidido a esclarecer sua real situação, caso de fato tivesse atravessado o tempo.

“Senhor, ainda estais sonolento? Niu Da levantou-se no quarto turno da noite para abater os porcos da família Wu, já estão expostos na banca sob a Ponte do Primeiro-Lugar. O velho Jin de Tóquio ainda não pagou as três mil guan ao senhor, está com a filha cantando na Taverna da Família Pan para ganhar dinheiro.” O jovem Li Er, pensando que seu senhor ainda não despertara por completo, explicou pacientemente.

“Ah... Vamos primeiro à Ponte do Primeiro-Lugar.” Nesse momento, Zheng Zhi confirmou que realmente atravessara o tempo: percebeu que seu corpo não era mais o de antes.

Na vida anterior, media um metro e oitenta e cinco; agora, pouco mais de um metro e setenta e oito. Antes, era feito de músculos, quase sem gordura; agora, embora o novo corpo fosse robusto, os braços espessos, o peito largo, já não ostentava músculos inchados, e sim uma certa camada de gordura.

“Cobrar dívidas pode esperar,” pensou. “Primeiro, preciso ir à Ponte do Primeiro-Lugar, um local movimentado, ideal para entender o novo ambiente.”

Seguiu Li Er por vielas de chão batido, ladeadas por edificações de dois andares; as janelas alinhavam-se, vizinhas umas às outras, abertas pela parte de baixo e mantidas por pequenas hastes de madeira.

Logo chegaram a uma larga avenida pavimentada com lajes ou tijolos azulados, já sem ornamentos, talvez já gastos de tanto uso. À margem, lojas movimentadas; o burburinho era intenso, entrecortado por vozes de vendedores ambulantes.

Pouco depois, avistou uma grande ponte de pedra—sem dúvida, a Ponte do Primeiro-Lugar.

Ao lado da ponte, várias bancas vendiam legumes, galinhas e ovos, e, naturalmente, carnes. Não longe dali, sobre uma longa mesa de madeira, pedaços de carne de porco recém-cortados; no alto, uma vara repleta de tiras de carne penduradas. A Ponte do Primeiro-Lugar era um mercado popular.

Por toda parte, Zheng Zhi observava: lojas de tecidos, de sal, de chá, barracas de pães e bolinhos fumegantes. Caminhava atento, memorizando marcos e trajetos—um velho hábito de soldado.

“Grande senhor Zheng, desejais saúde!”

“Hoje pareceis especialmente vigoroso, senhor!”

Os comerciantes vizinhos, ao vê-lo passar, saudavam-no. Zheng Zhi, sorrindo, acenava em resposta.

“Senhor, a carne está toda cortada,” anunciou um jovem alto do açougue, seguido por outros cinco ou seis rapazes, igualmente jovens.

“Certo,” respondeu Zheng Zhi, sem saber o que dizer.

“Senhor, devemos hoje levar carne ao jovem mestre Zhong Jinglüe?” O jovem tornou a perguntar.

Zheng Zhi, sem nada saber sobre tal mestre, deduziu apenas que aquela vasta banca de carne deveria ser de sua propriedade.

“Por ora, não. Cuida do balcão.” Respondeu, evasivo.

O rapaz acatou e retornou ao trabalho.

Zheng Zhi, diante da banca, sentia-se embaraçado—que papel desempenhava ali? Perguntar aos rapazes? Certamente, os assustaria, passariam a crer que enlouquecera.

Enquanto hesitava, dois homens trajados de roupas oficiais se aproximaram. Zheng Zhi nunca vira tal uniforme, mas logo os identificou: usavam chapéus idênticos, roupas iguais, cada um portando uma faca—deviam ser funcionários do governo.

O mais velho, à frente, ostentava um sorriso e acelerou ao vê-lo.

Zheng Zhi retribuiu o sorriso—era evidente que se conheciam.

O homem parou diante dele, ergueu o punho em saudação: “Senhor Zheng, acordastes cedo hoje.”

Zheng Zhi retribuiu o gesto, ainda despreparado, e respondeu: “O senhor também madrugou.”

“Ah, eu? Apenas um patrulheiro—não sou digno de tal título. Permiti-me apresentar: este é Zhang Song, que doravante me substituirá na patrulha das ruas. Hoje venho apresentá-lo, para que todos o conheçam.” O oficial mais velho explicou.

“Foi promovido?” Zheng Zhi deduziu que o homem, de agora em diante, não patrulharia mais as ruas.

“Promovido? Nem tanto—apenas um novo posto de inspetor na repartição. Ganho um pouco mais de autoridade. Qualquer contratempo, basta procurar por mim, Lei Da.” O tal Lei Da, ainda que modesto, mostrava-se visivelmente orgulhoso.

Lei Da? Zheng Zhi quase riu. Lei Da—radar? Por que não avião?

“Muito obrigado, irmão Lei, por vossa atenção. Com tal promoção, é justo celebrarmos. Que tal umas taças esta noite numa taberna?” Zheng Zhi começava a entrar no papel. Velhos conhecidos, promoção, uma refeição era de praxe.

“Agradeço, senhor! Zhang Song, venha saudar o grande senhor Zheng—o mais famoso herói de Weizhou, conhecido como Zhen Guanxi, um feito e tanto.” Lei Da, à vontade, apresentou o jovem oficial, sem cerimônia.

Zhen Guanxi? Açougueiro? O nome soava-lhe estranho e familiar ao mesmo tempo. Zheng Zhi, embora não tivesse cursado universidade, passara anos no exército, sempre estudando; aquela expressão evocou-lhe as aulas do ensino médio.

Lutador Lu Zhishen esmurrando o açougueiro Zhen Guanxi? Zheng Zhi, de súbito, entendeu: teria ele atravessado o tempo para tornar-se o célebre açougueiro morto a socos por Lu Zhishen?

Não precisava pensar mais; a resposta era evidente.